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Pense, escolha e invista

Pense, escolha e invista

Comprar casa é das decisões mais importantes na vida de um cidadão. A aquisição de um bem imóvel poderá ser para uso próprio ou poderá ser vista como um bom investimento. No que respeita a rentabilidade no segmento residencial em zonas prime pode variar entre os 4% e os 5%.  

Já diz o ditado “Ano novo, vida nova”; uma forma de levar esta expressão à letra pode ser através do investimento numa nova habitação, mas no ponto de situação em que nos encontramos, poderemos revisitar o ditado, alterando-o para:” Covid-19, vida nova”.  

Existem, no entanto, alguns fatores que se devem ter em consideração na hora de avançar para a compra de uma habitação, por forma a poder poupar mais uns euros e não correr riscos de endividamento. Por outro lado, a aquisição de uma casa pode também ser uma boa fonte de rendimento.  Saiba analisar todas as vertentes necessárias para conseguir fazer a melhor escolha para si. Aconselho a que:  

Reflita no preço de aquisição  

Caso tenha um orçamento para aquisição muito baixo pesquise, obtenha informações e só depois escolha. Uma das maneiras de encontrar casas a preços mais baixos é nos leilões levados a cabo pelo Fisco, nas insolvências e nos imóveis da banca. Caso opte por comprar alguma, informe-se que existem condições vantajosas de financiamento, que em alguns casos pode ser de 100%. No entanto, estes imóveis podem estar a necessitar de obras ou ter outras condições que impliquem uma análise mais profunda. Principalmente, informe-se antes de comprar.  

Se a sua decisão passa por comprar casa pode antecipadamente começar a poupar, para conseguir uma boa entrada. Assim, vai obter mais facilmente o financiamento e dessa forma pagar o empréstimo durante menos tempo. Com esta medida vai também poder pagar prestações mais reduzidas, bem como poupar nos juros.  

Não dê um passo maior que a perna  

Antes de avançar para a compra de casa reanalise o seu orçamento mensal e faça contas sobre aos seus gastos mensais, para perceber quais são as despesas que costuma ter, de forma a saber qual o valor que pode dispensar para o empréstimo. Compre a habitação apenas se for possível, para evitar problemas desnecessários no futuro.  

Relacionado ainda com as despesas mensais, mesmo cenário aplica-se na escolha da casa. Não compre uma residência que não pode pagar ou que seja demasiado grande para as suas necessidades. Opte por um espaço adequado ao seu agregado familiar e assim não terá despesas desnecessárias no futuro.  

Na hora de escolher a casa  

Depois de analisar todos estes parâmetros e perceber que é viável adquirir uma habitação, é hora escolher a casa. Opte pela Casaibéria Mediação Imobiliária, que pode ajudar a encontrar o imóvel que pretende e igualmente auxiliar na comparação das condições de financiamento bancário, que se revelem mais vantajosas para si.  

A localização do imóvel poderá ser benéfica quando se procura poupar e investir na compra de uma habitação, por isso aconselho “Procurar zonas onde a oferta for inferior à procura, ou seja, onde os preços durante a crise não desceram mais de 10%”.  

Considerando que a compra é feita na perspetiva de investimento, as yields (margens de lucro) que, por norma “estão associadas a pequenos montantes, que nunca são inferiores a 200 mil euros”, tornando “difícil encontrar investimentos no imobiliário direto abaixo deste valor”, Na hora de comparar o peso do lucro e da poupança, é necessário ”tentar perceber, por exemplo, que renda irá gerar um apartamento de 100 mil euros. Se conseguir uma renda de mil euros anuais está a fazer um mau investimento, porque há investimentos alternativos que lhe dão mais rendimentos”, contudo, “se conseguir uma rentabilidade de 10% está a fazer um ótimo investimento, porque a rentabilidade duplica”. Isto porque, “a rentabilidade típica no investimento residencial anda entre os 4% e 5%, nas zonas prime. Se com esse apartamento conseguir uma rentabilidade acima desse valor está claramente a fazer um bom negócio.”  

Outra análise que deve fazer é “perceber se está a comprar, em termos do m2, abaixo ou acima do preço da zona. Se for acima está a fazer um mau negócio, a menos que esse apartamento tenha alguma característica diferenciadora, como é o caso de um jardim”.  

Como referido anteriormente o mediador imobiliário pode ajudar num investimento mais adequado aos seus interesses financeiros e de rentabilidade. Um dos casos são Insolvências, onde pode comprar e investir num tipo de imóvel ou imóveis a um custo mais baixo do que os valores de mercado, pois, após esta Crise do Covid-19, poderá existir mais oferta de imóveis provenientes de insolvências, proporcionando uma altura ideal para investir.  

Compreender qual o momento para fazer um bom investimento  

A compra por licitação vai ter um retorno superior ao da Banca, onde os imóveis em leilão, provenientes de insolvências e penhoras, podem e estão já a ser comprados a pronto. Independentemente do Covid-19 este negócio continua a atrair muitos portugueses e, quando surgem ativos de grande valor, também atrai estrangeiros e fundos de investimento. Os objetivos são vários, desde compra para segunda habitação, reabilitação para venda ou arrendamento e turismo. O regresso do investimento ao setor vai inflacionar os preços. As identidades confirmam que os portugueses estão “a aplicar as suas poupanças em ativos imobiliários” e “procuram os leilões públicos para fazer esses investimentos”, numa tentativa de obter maiores rendimentos face aos que hoje os bancos oferecem. Ou seja, “É um processo de equilíbrio. A Banca fica com menos depósitos, mas recupera créditos”.  

Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE), adianta que o número de investidores leva “a crer que se passou do especulador normal para o investidor, pessoas com uma rápida capacidade de endividamento ou fundos próprios”. Tem existido “Um crescimento magnífico, acima de qualquer expectativa”. Segundo a LeiloSoc, esta colocou no ano passado 1200 imóveis no mercado, num valor global próximo dos 20 milhões de euros. A grande fatia (85%) foi comprada por portugueses. Atualmente, as carteiras já não têm ativos tóxicos, contudo 60% respeitam a insolvências de famílias e 40% a empresas, onde a tendência é de se inverter. Há poucas semanas, a LeiloSoc promoveu um leilão, cujos ativos tiveram uma valorização de 30%. “As pessoas estão com vontade de comprar”. As vendas a estrangeiros continuam a existir, mas “são vendas de imóveis premium, onde se convida um grupo de investidores a analisar os ativos que, normalmente, são edifícios com desenvolvimento turístico ou comercial, que estão em processo de insolvência”.  

No ano anterior registaram-se 56 573 licitações, resultando em vendas de 482 milhões de euros.  

Para Luís Lima, presidente da associação de mediação imobiliária APEMIP, “os leilões são um fenómeno da altura da crise”. O responsável considera que “o perfil do comprador mudou, é alguém que anda à procura de um bom negócio”.  

Existe uma crise sanitária neste momento, mas nem tudo são más notícias. De facto, o número de insolvências singulares apresentou uma quebra e as de empresas aumentou, podendo haver por isso a possibilidade de bons investimentos no futuro.  

Texto: José Costa  

Fontes:  

  • Portal Citius;   
  • APEMIP;   
  • OSAE -Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução;   
  • APLARTE - Associação Portuguesa das Leiloeiras;  

Imagem: mastersenaiper por Pixabay 

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