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A opinião da Casaiberia sobre o mercado imobiliário no prazo pós crise e no momento atual!

A opinião da Casaiberia sobre o mercado imobiliário no prazo pós crise e no momento atual!

Embora a pandemia de coronavírus seja uma crise humana, acima de tudo, seria errado não dar alguma opinião sobre a mesma aos nossos clientes, sobre as implicações que a mesma pode vir a ter no mercado imobiliário nacional e internacional, a curto e longo prazo.

Entendemos nestas últimas semanas, que agora mais do que nunca, os clientes precisam de uma avaliação honesta do mercado. A CASAIBERIA continuará a informar sobre o que é bom e o que pode não ser bom na compra de um imóvel pelos nossos clientes e ajudará, como sempre o fez no passado, os nossos clientes a alcançar os melhores termos possíveis em qualquer compra.

Daí que achámos que devíamos ir um pouco mais à profundidade do mercado imobiliário português e internacional, que temos vindo a estudar com atenção e não só desde o início da crise, mas já há muitos anos.

Como estava a progredir o mercado nacional antes da pandemia? 

Consoante alguns estudos feitos em dezembro de 2019 o mercado estava a arrefecer um pouco em consequência da subida dos preços no mercado imobiliário nacional. Somos o país, a seguir às Filipinas, onde no último trimestre de 2019 os preços subiram mais do que noutros países a nível mundial. No entanto somos o quarto país na tabela dos que menos se endividaram no ano passado na compra de imóveis, o que significa que o Investimento está em alta, e que de certa forma não deixou de ser relevante mesmo com a crise do Covid19. Pois essa tendência é sempre baseada numa estratégia a longo prazo o que resulta na continuação da procura por imóveis e investimento em Portugal. Isto dito, porque o estudo da RICS e de Confidencial Imobiliário “The Portuguese Housing Survey”, assim o confirmam com a continuação de procura e aumento da mesma nos meses de janeiro e fevereiro de 2020. Portanto, sem dúvida alguma que se pode afirmar que a confiança e a atividade voltaram ao longo de janeiro e fevereiro. No nosso ponto de vista o mercado vai-se ajustar um pouco nos preços, mas a longo prazo o mercado vai se reerguer e dentro de 12 meses regressar aos níveis normais.

E agora?

O mercado imobiliário chegou a um ponto virtual parado, ou seja, congelado por faltar a possibilidade de estar com as pessoas e com quem toma decisões de forma pessoal. Nós não conseguimos fazer visitas ao local com os clientes, mas mostramos com os nossos vídeos, a quem está como nós confinado, o que o espera. 

Temos vindo a realizar negócios que já estavam encaminhados, com a grande ajuda dos nossos advogados, amigos e parceiros,  a quem quero desta forma agradecer pelo seu incansável apoio aos nossos clientes e a sua disponibilidade para fazerem escrituras em nome dos clientes, que por vezes estão confinados no estrangeiro e que, com plena confiança, nos deixaram tratar de tudo em nome deles. Também um grande agradecimento aos notários e notárias que têm conseguido abrir as suas instalações para a efetivação destes negócios tão importantes para nós, CASAIBERIA, e os nossos clientes. E continuamos a ter procura e propostas de clientes que já cá estiveram ou que decidiram, baseados nas imagens e vídeos, avançar com propostas para comprarem logo após a crise e mudarem-se para o nosso país. O mesmo está a acontecer com Investidores, que não deixaram de nos contactar para analisarem nesta fase, como e quando irão investir o capital que têm disponível numa próxima operação de investimento imobiliário. Durante esta fase de confinamento e trabalho de casa, a CASAIBERIA e os seus colaboradores já conseguiram ultrapassar o número mágico de 500 imóveis para venda. Isto significa que, desde o dia 9 de março até hoje dia 16 de abril, conseguimos com a ajuda da Equipa CASAIBERIA realizar 82 angariações tendo em conta que à data de 9 de março eram 449 Imóveis online e hoje são 531 Imóveis que temos para venda. Isto é um sinal claro que o mercado não congelou, está diferente e há menos pessoas a trabalhar, como tal achamos que o tempo pós crise vai ser igual, ou pouco diferente, do tempo anterior para o mercado imobiliário português, e que se não se normalizar logo dentro dos primeiro dois trimestres, ele irá certamente voltar ao normal após 12 meses. O investimento em imobiliário nunca é, nem nunca foi feito, a curto prazo mas sim a longo prazo.

Um efeito colateral desta pandemia, é o regresso de muitos imóveis que estavam a ser arrendados, através do regime de alojamento local, ao mercado de arrendamento a longo prazo. Isso vai com certeza fazer com que os preços do arrendamento possam vir a descer, mas só para este ano, no próximo voltarão de novo ao mercado porque a sazonalidade assim o vai provocar, confirmando assim a nossa expectativa CASAIBERIA que tudo se normalizará no máximo dentro de um prazo de 12 meses.

O COVID-19 já afetou os preços das casas?

Ainda é muito cedo para poder responder a esta questão. No entanto a falta de produto e a crescente procura dos últimos anos, aliada à demora no licenciamento das obras, por parte dos municípios e das autoridades responsáveis a nível nacional, pode hoje ser um fator muito importante para que não haja tal brutal descida de preços, como houve na anterior crise financeira. Por isso, é preciso perceber que não estamos em crise financeira, estamos em Lockoff por causa de uma pandemia, causada por uma doença que se espalha muito rapidamente e que afeta em especial os mais vulneráveis da nossa sociedade! 

Mas também é necessário entender, tão frio e racional, que derivado à sua idade, às suas doenças e outros fatores que fazem com que a sua imunidade seja mais limitada do que a de muitos outros que ultrapassam esta doença. Na realidade, muito poucos são investidores ou compradores de bens imóveis, como tal é só racional resumir que a faixa etária que neste momento está menos afetada pela doença e que vai continuar a seguir o seu sonho de ter casa própria, segunda habitação ou simplesmente investimento para salvaguardar o próprio estilo de vida, do da sua família e dos empregados, vai permanecer e com ela o seu interesse em investimento.

A propriedade é um ativo ilíquido e os preços da habitação não estão sujeitos às oscilações diárias como as do mercado financeiro. Assumimos, como CASAIBERIA, a ideia que depois do mercado reabrir, haverá um tempo de descoberta do preço ideal, pois tanto os vendedores como os compradores vão precisar de algum tempo para digerir esta nova situação. Mais uma vez é necessário aferir que não estamos em crise financeira, mas sim num período de Lockoff para proteger vidas. A vontade de compra de bens imobiliários vai manter-se, pois desde o tempo da pedra que o homem quer o seu próprio ninho e as suas próprias paredes, e não será o COVID19 que vai alterar esse instinto tão rudimentar e antigo da sociedade humana. Mas os bancos, que vivem de créditos concedidos, também reavaliarão o nível de risco aceitável. Nós CASAIBERIA com as reuniões e brainstorming que temos vindo a ter nas últimas semanas esperamos que isso suprima os volumes de transações nos primeiros meses após o bloqueio.

O que acontecerá com os preços da habitação?

 

Afinal não podemos, como CASAIBERIA, dizer o que se vai passar com os preços, porque não temos uma bola de cristal para ver. Ninguém pode prever neste momento, ou saber a extensão do dano económico que o COVID19 causará, tal como todos os efeitos que possa vir a ser refletidos nos mercados. Mas sabemos que tanto a União Europeia, cuja Presidente Ursula von der Leyen foi clara nisso hoje, o Governo Português e todos os outros players económicos da Europa querem assegurar a posição e a quota no mercado internacional, quanto ao emprego e as suas empresas multinacionais. Portanto achamos, como CASAIBERIA, que também nesta matéria haverá um prazo necessário de 12 a 24 meses para voltar à normalidade. Mas também nos apercebemos, como CASAIBERIA, de alguns efeitos colaterais positivos, como por exemplo: a forma como Portugal está a ser visto na imprensa internacional, em questões de segurança e de segurança sanitária comparada com outros países na Europa. Existe uma mudança no paradigma do emprego a distância, o ambiente e muitos outros fatores que podem vir a ser benéficos para o nosso sector.

Dito tudo isto é esta a nossa opinião, como CASAIBERIA e sua Equipa, sobre o mercado imobiliário em 2020.

Mas tudo têm um worst-case scenario e não queremos, como CASAIBERIA, ignorar deixar de fora esse possível cenário.

Potencial cenário:

Com o aumento do nível de desemprego muitas empresas irão procurar reduzir salários - isso vai influenciar diretamente os rendimentos das pessoas e como resultado haverá uma pressão sobre os preços. No entanto, é tudo o que os sindicatos não querem e o atual governo irá procurar de contrariar!

Após terem sido concedidos créditos em grandes quantidades para as empresas salvaguardarem os lugares de trabalho e a sua atividade, vai haver um ambiente de empréstimos incerto - os bancos vão impor regras mais estritas na conceção de créditos aos particulares e as empresas, e serão de certa forma mais conservadores nas suas avaliações?

Existindo já perdas económicas a acontecer na economia internacional e nacional, originário da fase de Lockoff por vários meses, vai também continuar a haver perdas futuras na economia nacional e internacional, à medida que o mundo vai voltando a normalidade pós vírus. O FMI e outros órgãos internacionais de grande importância estão a prever a pior crise económica desde a Grande Depressão. Nós portugueses sabemos que o FMI nem sempre teve razão nas suas espectativas, pelo menos para Portugal. Mas mesmo na melhor das hipóteses, não podemos deixar de ver a realidade das perdas económicas. Claramente vão ser muito significativas e a recuperação já não se prevê da mesma forma, com uma curva de recuperação em forma de “V”, a CASAIBERIA neste momento já não a considera como a mais adequada.

 

Texto: Paulo Lopes

 

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