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Residências partilhadas resistem à pandemia

Residências partilhadas resistem à pandemia

Lisboa e Porto eram as duas cidades europeias com maior potencial de procura de arrendamento partilhado — o conceito de co-living —, num estudo da consultora JLL publicado no final de 2019.

Nos olhos dos investidores internacionais somos um mercado de oportunidades. E agora sete meses depois, muitos dos projetos não sofreram qualquer alteração, nem no interesse nem no desenvolvimento, o que para nós é um excelente sinal para o nosso mercado imobiliário e de investimento internacional no nosso país.

A Uhub, como exemplo, considerada uma das maiores marcas de residências para estudantes da Europa, tem uma das suas maiores unidades, situada em Lisboa, perto do Centro Comercial Colombo, com 340 quartos, ginásio, salas comuns e salas de estudo, que está prestes a ficar concluída.

Este mercado está de certa forma com algumas incertezas pelo seu futuro, mesmo as universidades não têm os seus calendários definidos. Receber estudantes internacionais como e quando é uma incógnita, mas com mais duas residências em Lisboa, e uma no Porto, em construção, que vão ter perto de 500 quartos, estes empresários não se deixam levar pelo pessimismo, mas acreditam no mercado em Portugal, o que é mais um excelente sinal para nós.

A Smart Studios Carcavelos foi uma das mais recentes a abrir a sua atividade e colocou à disposição do mercado de arrendamento 301 estúdios e espaços de co-living, destinado a alunos, professores e jovens profissionais. E a mesma quer ainda colocar no mercado mais de 2700 estúdios até 2025.

Na Europa já existem 23.500 camas entre projetos já construídos ou em desenvolvimento. O co-living é uma realidade muito recente no mundo, e ainda mais em Portugal. Mas por ser um conceito com vasta flexibilidade por os próprios edifícios se poderem adaptar a novas realidades, e cujo tempo e custo para o mesmo são reduzidos, vai de certa forma ser um produto que tem o seu futuro garantido no mercado imobiliário nacional e internacional.

Atualmente, há vários projetos em desenvolvimento que partem deste conceito para encontrar soluções residenciais alternativas.

Como o fim da pandemia está ainda nas estrelas, vai ser o tempo de recuperação que vai ditar o sucesso deste negócio, sendo que o público-alvo são os nómadas digitais, que por causa da pandemia fizeram o confinamento nos seus países. O futuro do co-living dependerá muito do que vai acontecer nos próximos meses a nível de vacinas e medicamentos contra a Covid-19, e e Lisboa e Porto manterem-se na rota dos nómadas digitais, estudantes internacionais, e dos trabalhadores independentes, que se fixam por pouco tempo, normalmente em espaços de arrendamento partilhado.

Antes da pandemia, a JLL estimava uma procura potencial que poderia “atingir as 16 mil a 18 mil camas em Lisboa e no Porto, ou seja, mais 25 vezes que o atual pipeline.

Provavelmente os nómadas digitais vão passar mais tempo num país, talvez seis a oito meses. Os investidores e nós, Casaibéria, vamos estar atentos a essas mudanças!

Fonte: Jornal Expresso  

Imagem: nathsegato por Pixabay 

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