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A venda de casas e a economia: dependências, riscos e oportunidades!

A venda de casas e a economia: dependências, riscos e oportunidades!

Na maioria dos países ocidentais, incluindo Portugal, o imobiliário residencial contribui substancialmente para a atividade económica: no nosso país o volume de transações residenciais atingiu cerca de €25.000 milhões em 2019, valor correspondente a 11,80% do PIB do mesmo ano (€212.300 milhões). 

Também por isso é uma importante fonte fiscal, de cobrança segura e imediata, tipicamente de valores significantes. Veja-se que só em 2018 o IMI foi de aproximadamente mil milhões de Euros e o IMT aproximadamente mil e setecentos milhões de euros. Isto significa uma receita fiscal na ordem dos 4% da receita total fiscal em Portugal. 

No entanto, todos sabemos que o imobiliário residencial é volátil, como nos ensina a história e as demais crises já ultrapassadas e conquistadas em Portugal. O facto mais importante no meio disto é que as flutuações nos preços e no investimento residencial têm impacto direto na conjuntura macroeconómica do nosso país e na solvência das famílias e das instituições financeiras. No ocidente, a vulnerabilidade do mercado imobiliário é um elemento amplificador da contração, algumas vezes essa vulnerabilidade foi o rastilho que deu origem a esses movimentos. 

Da mesma forma e em sentido inverso, um mercado imobiliário residencial sólido, estável e equilibrado protege a economia de incertezas e mantém a economia segura e firme. No caso de Portugal, foi assim nos últimos anos e criou a recente recuperação económica do país.  

Os aspetos acima mencionados, e muitas vezes publicados, acerca do quanto é importante o mercado imobiliário para a sustentabilidade e segurança económica do país, é de estranha forma frequentemente ignorado por nós, esquecido ou subvalorizado por governos um pouco por todo o lado. “O mercado imobiliário residencial e o seu funcionamento é essencial para a saúde das economias e para a sua resiliência a médio e longo prazo”. 

Os governos democráticos possuem muitas ferramentas para que o mercado imobiliário funcione e seja apoiado e incentivado. Um exemplo a seguir devia ser aquele praticado na Alemanha: o particular que arrenda a sua casa não paga impostos sobre os rendimentos das rendas, pois ao dar espaço habitacional a sociedade cria espaço de habitação para terceiros que, eventualmente, não têm essa possibilidade. Ao mesmo tempo o proprietário desse bem imóvel, está a preparar o seu bem-estar na fase da reforma, adicionando rendimento baseado nas rendas das suas casas. Se se seguisse este modelo em Portugal, criar-se-ia o tal espaço de habitação social e com rendas adequadas tão necessitado pela sociedade portuguesa. 

 

Texto: Paulo Lopes 

Imagem: Raten-Kauf por Pixabay 

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