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7 tendências imobiliárias: 2020 e mais além

7 tendências imobiliárias: 2020 e mais além

Influenciado por uma multiplicidade de fatores e operando em ciclos regulares, o setor imobiliário sempre foi um dos mais dinâmicos, mas nos últimos anos as mudanças tornaram-se progressivamente dramáticas com a próxima década preparada para uma transformação ainda mais significativa. 

Há duas décadas, a forma como se media o reconhecimento do agente imobiliário e o bom serviço ao cliente era por serem especialistas nos seus mercados locais. 

Hoje em dia a simples compreensão do seu próprio mercado já não é suficiente; é também essencial estar a par das tendências globais atuais e emergentes e em constante mudança, a fim de manter a vantagem perante um mercado cada vez mais competitivo. 

Daí acreditarmos que as tendências globais chave que os profissionais do ramo imobiliário precisam saber para se manterem no topo são: 

  1. Expansão urbana e crescimento das cidades de segundo escalão

É provável que o crescimento das cidades existentes seja mais predominante nas economias emergentes, nomeadamente na Ásia, na África, no Médio Oriente e na América Latina. 

Nas economias desenvolvidas, assistiremos a um crescimento significativo das cidades de segundo grau ou escalãoporque, derivado ao aumento contínuo dos preços nas cidades do primeiro escalão, cada vez mais pessoas são obrigadas a procurar um melhor valor para si. 

  1. Alterações nas políticas governamentais e no crescimento económico

política governamental e do crescimento económico são factores-chave, mas a sua aplicação local tem sido especialmente significativa nos últimos anos, com uma série de propostas de mudança de políticas relacionadas com o ambiente e uma mudança e desaceleração económica em torno do mesmo. 

Fazem parte desta secção também as alterações notáveis nas leis fiscais relativas à propriedade. 

Embora tenhamos pouco controlo sobre as decisões político-económicas, uma compreensão aprofundada delas permitir-nos-á planear melhor estratégia para nos protegermos a nós e aos clientes. 

  1. Mudança demográfica

Com a esperança de vida hoje mais elevada do que nunca, prevê-se que em 2050 a percentagem global de pessoas com mais de 60 anos ultrapasse, pela primeira vez, a das pessoas com menos de 15 anos. 

São também mais ativos nesta idade do que as gerações anteriores e, por consequência vão ter requisitos para a sua propriedade muito diferentes, o que terá um impacto notável na indústria, especialmente nos países mais desenvolvidos. 

  1. Parte de mercado milenar

A compra de casa pela geração milenar deverá atingir o seu pico no próximo ano, esta geração representará, então, a maior fatia do mercado para a próxima década. 

Não só as suas aspirações de primeira casa impulsionarão os preços das casas unifamiliares em muitos mercados, como também as suas necessidades únicas de estilo de vida vão continuar a alterar muitos aspetos da indústria imobiliária. 

  1. Vida alternativa

coabitação, especialmente nas cidades mais caras, está a aumentar. 

Isto está também a tornar-se mais comum no local de trabalho, com um relatório publicado pela WeWork em outubro do ano passado a revelar que em Londres o co-working está a tornar-se rapidamente uma tendência estabelecida, com 17% dos escritórios agora numa base flexível. 

  1. Novas tecnologias

Já se sabia há alguns anos que a tecnologia smart home é considerada a "próxima coisa mais importante", mas já é comum tanto em renovações como em novas construções, onde muitas casas já são geridas pela Alexa ou pela Siri. 

A nova palavra de ordem durante a próxima década deverá ser "casas acessíveis" e tanto os promotores imobiliários como os investidores serão obrigados a considerar o crescente setor de robótica doméstica inteligente, que inclui funcionalidades e aparelhos como aspiradores e robôs assistentes móveis. 

  1. Verde ainda é o novo verde

A sustentabilidade está a tornar-se cada vez mais desafiante e é pouco provável que isso mude tendo em conta a projeção de que, em 2050, o mundo precisará de mais 50% de energia, mais 40% de água e mais 35% de alimentos para sustentar a população em crescimento. 

Por conseguinte, é imperativo que a conceção de todas as novas propriedades se baseie em princípios "verdes" ou ecológicos, incluindo as tecnologias de energias renováveis e a redução dos resíduos. 

Resumimos assim que o imobiliário já era sujeito a um número expansivo de influências externas como taxas de juro, preços de habitação e outras tendências económicas. Agora ter de ter em conta um número variado de novas tendências emergentes pode parecer assustador, mas não o deve ser.  

Este é um desafio para todos nós que trabalhamos neste ramo, e só assusta quem não se interessa pela necessidade do seu cliente. 

Mas como já disse o filosofo grego Sócrates; 'O segredo da mudança é concentrar toda a sua energia, não na luta contra o velho, mas na construção do novo'." 

 

Texto: Paulo Lopes

Imagem: Quinn Kampschroer por Pixabay 

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