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Imóveis- Para onde vão as tendências?

Imóveis- Para onde vão as tendências?

Tínhamos acabado o nosso último artigo com as seguintes frases; em mercados tensos como na nossa capital e no Algarve, não há oferta suficiente em relação à procura e a clientela natural tem rendimentos mais elevados e maior força financeira.  

Estimamos que é provável uma correção e ajustamento de valores na ordem de 5 a 10% dos preços em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e no Algarve. Nas cidades de média dimensão a nossa opinião acompanha um pouco os dados do idealista.pt que destaca um declínio que pode ser duas vezes maior, porque as famílias que lá vivem têm, por vezes, situações financeiras menos sólidas. 

Poderá esta perspetiva ser compensada, devido à experiência vivida de contenção, pela recente aspiração das famílias a instalarem-se longe das grandes cidades e num ambiente de vida mais confortável, menos dependente de longas viagens em transportes públicos? E pelo charme repentino da divisão extra para escritório em sua casa? Por certo um simples interesse devido à experiência de contenção não vai necessariamente desencadear um ato de compra. esta hipótese acima descrita, só se aplica a quem pode fazer teletrabalho. 

Os bancos, que se concentraram na assistência às empresas, estão agora mais reservados na conceção do crédito à habitação e ao particular, isto pode vir a ser um problema para a atividade do negócio imobiliário. aumento do tráfego em sites para áreas mais afastadas das grandes metrópoles reflete a curiosidade, mas não significa uma predisposição para o ato de compra. 

A força motriz para a aquisição de imóveis é a confiança. No entanto, essa está a ser posta à prova, com o súbito encerramento da economia, o aumento do desemprego, a diminuição dos rendimentos. Menos volumes, menos compradores, isto poderia conduzir mecanicamente a uma queda momentânea dos preços de 10 a 20% com um aumento das disparidades, especialmente geográficas e entre tipos de produto imobiliário em construção, novo e usado. 

Mas o nosso mercado imobiliário está estruturado da seguinte forma: 55% das compras são de necessidade, 30% são investimentos para arrendamento e/ou puro investimento e 15% em segundas habitações. Os compradores de residências principais terão a maior desconfiança nesta altura do campeonato, porque é o investimento mais importante da sua vida na sua própria casa permanente. As compras de investimento vão retomar, mais tardar, em outubro, por razões fiscais, e por necessidade de aplicação de capital em ativos imobiliários. A compra da segunda habitação e da casa de férias poderá vir a surpreender o mercado, tendo em conta a experiência dos últimos meses muitos tinham desejado ter uma casinha fora do perímetro urbano denso onde estiveram confinados. Isto vale para o cliente nacional como também para o cliente internacional. 

No entanto acreditamos que vamos ter uma fase de palpação entre vendedor e comprador, para encontrar o preço e a necessidade de cada um, isto vai refletir-se no preço do imobiliário. Contamos com uma descida moderada dos preços até ao final de 2020 e, acima de tudo, numa queda severa do volume de transações por falta de tempo para recuperar os três meses em que fomos obrigados a carregar no botão pausa, e que não será possível recuperar, de forma alguma, antes de 2021. 

 

Texto: Paulo Lopes

Imagem: The Lazy Artist Gallery de Pexels

 

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