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Teletrabalho – Os desafios e o futuro

Teletrabalho – Os desafios e o futuro

Antes da atual pandemia de covid-19, o nosso dia a dia de trabalho baseava-se essencialmente numa viagem para o escritório, onde passávamos as nossas 8 horas num espaço partilhado com colegas, e noutra viagem de regresso ao final do dia. Com a imposta quarentena muitas empresas viram-se obrigadas a enviar os seus trabalhadores para casa pela sua segurança, impondo a necessidade de se implementar o teletrabalho. Ora se para algumas empresas e trabalhadores isto foi apenas uma pequena adaptação, pois já era rotina haver esta flexibilidade e capacidade tecnológica, para outros esta mudança foi quase dolorosa. Uma primeira semana com vários telefonemas e videochamadas, problemas técnicos, confusão na hora de organizar as tarefas, e alguma dificuldade em separar o trabalho da vida pessoal soam-lhe familiar? Pois é, não está sozinho.  

O teletrabalho não é novidade e é até bastante comum noutros países, já que oferece algumas vantagens em relação ao trabalho tradicional. Para as empresas pode eliminar a necessidade de ter um escritório físico, havendo uma libertação de espaço e recursos. Abre também o leque de opções na altura de contratar colaboradores, pois deixa de haver a limitação geográfica. No caso dos trabalhadores, poupam em deslocações e refeições fora de casa e há um aumento do conforto, o que por norma tem como consequência uma maior motivação e produtividade. Entre ambos tem de existir uma relação baseada em confiança e comunicação, recorrendo para isso às inúmeras ferramentas tecnológicas disponíveis hoje em dia. 

Esta tendência da flexibilização do local e horário de trabalho já vinha a ocorrer há vários anos, e foi acelerada pela situação atual da pandemia. Agora pensemos, já que muitos de nós fomos obrigados a dar o salto, e sabendo que os próximos meses serão um regresso a um novo “normal”, o que podemos levar desta experiência? Tudo indica que muitas empresas abraçaram o teletrabalho e têm intenções de expandir para esta opção, quer por razões de higiene e segurança dos envolvidos, quer como forma de estimular a autonomia e sucesso na realização de algumas tarefas.  Para algumas significa mesmo fazê-lo de forma permanente, enquanto outras poderão optar por rotatividade entre os dias de trabalho no escritório e o teletrabalho. 

O mais importante para o sucesso desta modalidade é:

  • Assegurar que existem as condições necessárias como um espaço agradável de trabalho em casa;
  • Acordo com a entidade empregadora de como devem ser estruturadas as tarefas e objetivos;
  • Contacto regular entre a equipa de forma a reforçar laços e prevenir quaisquer sentimentos de desamparo. 

Para os que estão a sentir alguma resistência ao teletrabalho lembrem-se: Esta não é uma situação normal. Estamos a trabalhar nas nossas casas no meio de uma pandemia, ansiosos pelos nossos e pelo futuro, com filhos a ter aulas ao mesmo tempo, parceiros na mesma situação que nós, falta de equipamento adequado... ou seja, inúmeros fatores que facilmente têm um impacto negativo na nossa opinião. Uma vez ultrapassada esta fase quem sabe não se torna o seu método de trabalho preferido (e do seu patrão?). 

Não sendo possível ter certezas do que irá a ocorrer nos próximos meses, o teletrabalho é cada vez mais uma constante e essencial para a manutenção de postos de trabalho e a sobrevivência de muitas das empresas. Poderá até vir a ser o novo normal.

 

Texto: Inês Bergmann

Imagem de: Anrita1705 por Pixabay 

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